sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Retornando ao Blog com Elzamir Ferreira

 Boa tarde, neste dia 12 de janeiro de 2024, estou retornando com meus textos, pesquisas e outros itens para completar e dinamizar o histórico aqui exposto.

Um abraço de gratidão imensa aos leitores e todos que aqui compartilham de uma forma ou outra. 

 Que este ano seja leve, recheado e multiplicando os melhores fluidos dentro daquilo que nos propomos desafiar!


Elzamir Ferreira

Feliz ano e todos os dias de 2024 para cada um de nós integrantes deste UNIVERSO TERRA!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

ENTENDER A ORIGEM E SUAS EFICACIAS

 https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/noticias/1263-vacinas-as-origens-a-importancia-e-os-novos-debates-sobre-seu-uso?showall=1&limitstart=#:~:text=Foi%20em%201798%20que%20o,menor%20impacto%20no%20corpo%20humano.

ORIGEM DA VACINA

 https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/noticias/1738-conheca-a-historia-das-vacinas

Poemas são como anjos de luz em nossas vidas

 O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.

Cora Coralina

O Bom Humor é uma alternativas p estes tempos de pestes e violencias...

 https://www.youtube.com/watch?v=X4GpjE_Q_LQ




domingo, 12 de julho de 2020

A Educação como Instrumento de Transformação da Sociedade

Somos seres humanos dotados de mil capacidades e que através  da CULTURA E EDUCAÇÃO poderemos nos tornar pessoas mais sensiveis com o outro! Tornando o MUNDO mais civilizado no AMOR E CUIDADO!
portanto, este texto mediante tantos outros tornam-se leituras essenciais em nossas vidas!

Boa reflexão!


https://jus.com.br/artigos/75458/a-educacao-como-instrumento-de-transformacao-da-sociedade

terça-feira, 4 de julho de 2017

A necessidade do resgate do bem cuidar diante dos desafios da atualidade

http://www.unisinos.br/noticias/eventos/a-necessidade-do-resgate-do-bem-cuidar-diante-dos-desafios-da-atualidade

Gênero e violência

A discussão sobre gênero, sexualidade e identidade se intensificou no final do século 20. Em conexão a esses temas cada vez mais em voga, há uma questão que merece destaque por evidenciar a vulnerabilidade das pessoas envolvidas: a violência que decorre do gênero. A esse assunto a revista IHU On-Line, do Instituto Humanitas Unisinos, dedica a edição 507.
Quando se fala em gênero e violência, a associação imediata é a mulher como vítima e o homem como agressor, em razão da histórica opressão que elas sofrem. Há também outros segmentos que se apresentam sob risco a diversas formas de preconceito e de desrespeito à diversidade, por exemplo, pessoas LGBTs.
O debate ora proposto inicia-se com um artigo do jornalista Gabriel Galli e do psicólogo Ramiro Figueiredo Catelan acerca dos equívocos e das disputas que incidem sobre conceitos em constante transformação. Os autores reconhecem que se, por um lado, “é obrigação de quem pretende se posicionar sobre um assunto buscar informações sobre ele, por outro, é bastante difícil se manter atualizado acerca das constantes mudanças em torno do tema”. O texto é complementado por um oportuno glossário.
A primeira entrevista é com a professora e blogueira Lola Aronovich, que se tornou uma referência na internet para milhares de mulheres em temas relacionados a feminismo. A popularidade, a contundência e a natureza de seus textos despertaram muito ódio, tanto que ela foi alvo de mentiras e ofensas, além de ameaçada de estupro e morte. Mas não se calou, mesmo que várias vezes tenha pensado em parar.
[ Capa da revista IHU de junho
Crédito: Divulgação
O assistente social Guilherme Gomes Ferreira trata do sistema prisional, ambiente onde as violências motivadas por gênero são potencializadas, o que resulta em agressões para mulheres, travestis, pessoas trans e gays. A professora Jane Felipe de Souza defende que qualquer tema seja discutido em aula, incluindo gênero, sexualidade e respeito à diversidade, pois nem sempre as famílias conseguem lidar com todos os assuntos, mas essa perspectiva gera reações contrárias.
Para a feminista negra Juliana Borges, não se pode pensar em políticas públicas sem o devido recorte racial. Ela afirma que violência é fruto do sexismo e não se pode indissociá-la do racismo, quando a maioria das mulheres que sofrem agressões são negras.
Para o professor e psicólogo Adolfo Pizzinato, não há dúvida de que a violência de gênero deveria ser eliminada ou radicalmente transformada. “Porém, a forma que propomos de contribuir para o debate é ir além de atrelamentos dicotômicos, tais como: bom-mau, homem-mulher, agressor-ofendida.” O também psicólogo e professor Ângelo Brandelli Costa destaca que “é fundamental reconhecer discriminação contra diversidade como violação de direitos” e que a representação social negativa e a demarcação das sexualidades não heterossexuais como diferentes, anormais e negativas são matriz do preconceito.
Alinhado ao tema desta edição, o crítico de cinema Fernando Del Corona analisa o documentário Laerte-se, de Eliane Brum e Lygia Barbosa da Silva, que expõe o lado vulnerável da cartunista Laerte, que vive fortemente sob os holofotes nacionais desde que assumiu sua identidade de mulher trans no final dos anos 2000.
Completam a edição as entrevistas com o Kaingang Josme Fortes, estudante de Pedagogia, que aposta na garantia e no acesso à educação como fortalecimento dos integrantes de sua aldeia e de seus modos de vida; com o professor Alain Naze, que analisa perspectivas em comum nos pensamentos de Pier Paolo Pasolini e Walter Benjamin; e com o doutor em Sociologia Tiaraju D’Andrea, que analisa as principais transformações ocorridas na periferia paulistana em duas décadas e meia, e com Antônio Carlos Rafael Barbosa, professor da Universidade Federal Fluminense – UFF, que analisa a estrutura dos coletivos de crime que se instalam nas periferias.
http://www.unisinos.br/noticias/universidade/genero-e-violencia

Biblioteca Mario Quintana


O sol é algo insubstituivel!


A emoção de aprender sempre!...


Um Bom dia sempre!!!


Aos meus lindos amigos e amigas...


domingo, 3 de janeiro de 2016

Por que a Revolução Brasileira??(/ Ver este texto Caio Prado ) Excelente reflexão 2016!!!

A OBRA: "A REVOLUÇÃO BRASILEIRA"
Caio Prado começa a sua A Revolução Brasileira rediscutindo conceitos e avaliando as dificuldades para se falar do Brasil, de forma adequada, com conceitos produzidos em outro contexto. Tanto os revolucionários do PCB quanto os militares vencedores, por exemplo, falavam de "revolução brasileira". Afinal, o que quer dizer "revolução"? Caio Prado começa discutindo conceitualmente o seu título. "Revolução", ele afirma, não se relaciona diretamente ao caráter violento, insurrecional, da conquista do poder por um grupo social. O significado próprio deste conceito, onde cessa toda ambigüidade, concentra-se na transformação que este movimento realiza depois de conquistado o poder e não na maneira como se dá. A Revolução Francesa foi uma revolução não porque foi violenta. Em seu sentido profundo, "revolução" é um processo social que realiza transformações estruturais em um período histórico curto. É um momento de aceleração histórica e é neste sentido que ele o usará em seu livro.
Os vencedores de 64 realizaram tais "transformações estruturais"? Se as realizaram, fizeram uma revolução. Os "golpistas", e não "revolucionários", para Caio Prado, usaram a palavra "revolução", quando na verdade "reagiam" e a impediam, porque reconheciam a penetração profunda no povo desta idéia. Todavia, visto no conjunto da revolução burguesa brasileira, o Golpe de 64 foi um momento de aceleração desse processo e foi de fato revolucionário. Mas Caio Prado não está interessado neste episódio da revolução burguesa, que ele nem parece identificar como tal, mas na fragilidade da estrutura de poder que se constituiu depois do Golpe. Seu interesse é pela iminente transformação realmente revolucionária que, em 1966, toda a ineficiente retórica da administração pública, a crise econômica e financeira, os desequilíbrios sociais só sabiam revelar. Havia ceticismo quanto às soluções dentro da ordem. Sua "análise profunda", que não se deixa iludir pelas aparências, revela tais possibilidades revolucionárias. As soluções reformistas não bastariam. A consciência revolucionária tinha grande projeção no Brasil dos anos 60.
Que revolução iminente seria esta? Caio Prado continuava ainda a sonhar depois do banho de água fria de 64. A água fria só tornou o sonho menos delirante e o transformou em um "sonho friamente pensado", "criticamente construído", um sonho de olhos abertos! A revolução que se preparava, ele sustenta, não tinha uma natureza socialista ou democrático-burguesa a priori. A natureza da revolução não deve ser pensada doutrinariamente, mas no próprio processo. É preciso reconhecer sua natureza na própria dinâmica dos fatos. O que interessa é o que se passa e não o que é. A Revolução Brasileira iminente não pode ser definida a priori, antes de acontecer, por um conceito pré-estabelecido, mas pela análise e interpretação da conjuntura econômico-social-política concreta e real. É claro, no marxismo, a direção do capitalismo é para o socialismo. Mas esta previsão não tem data, ritmo e programa determinados. Ela não deve interferir na análise e solução de fatos concretos. O projeto socialista não pode ser sectário. É antimarxista ver o socialismo sempre imanente e iminente em todas as ocorrências da luta social. O sectarismo socialista leva ao isolamento e perde-se aliados importantes na produção da mudança brasileira. Aquela pretensão não exclui a luta por objetivos não imediata e diretamente socialistas. Por exemplo: qualquer greve tem uma significação própria e em si. Ao mesmo tempo revela a luta de classes e é um evento particular. O sectarismo impede a aliança com grupos não socialistas, mas que convergem com eles em objetivos mais limitados. Os marxistas conseqüentes querem obter resultados na ação conjuntural. A dialética é um método de "interpretação das ações reais" e não dogma que enquadre revoluções históricas em esquemas abstratos pré-estabelecidos. O que interessa na ação revolucionária não é o que se proclama e projeta, mas o sentido dialético da ação, a sua capacidade de abrir o futuro.
A teoria d'A Revolução Brasileira, portanto, não poderia ser produzida especulativamente. A teoria revolucionária correta deveria tomar como modelo o caso de Cuba. A revolução cubana começou como uma luta contra uma ditadura concreta. Atingido este objetivo, ela evoluiu para uma revolução agrária e anti-imperialista. Contudo, especulativos, abstratos, "apriorísticos", sem a consideração adequada dos fatos, os projetos revolucionários no Brasil apoiaram governos demagógicos e incompetentes, levando os reacionários mais duros ao poder. Não faziam avançar a revolução - levavam o Brasil ao desastre. A análise equivocada levou a uma estratégia de intervenção equivocada. O que havia era uma ação revolucionária de cúpula, que agitava slogans ineficazes. A insuficiência teórica levou as esquerdas a fazerem alianças espúrias. Bastou uma passeata militar para impedir a sua revolução agrária, antifeudal e anti-imperialista. As razões deste insucesso: a teoria d'A Revolução Brasileiraera abstrata, constituída por conceitos exteriores à realidade brasileira, esquemática, etapista, indo às avessas dos conceitos aos fatos, quando se deveria ir dos fatos aos conceitos. A análise de Caio Prado da teoria revolucionária que predominou entre as esquerdas lideradas pelo PCB, nos anos 1922/1964, a cada página fica mais áspera e hostil.
"O marxismo brasileiro era stalinista", desespera-se. Os fatos eram vistos não como são, mas como "deveriam ser", à luz do que se passou em outros lugares e dos clássicos mal interpretados. A teoria dita revolucionária produzia esquemas imaginários, pretendendo interpretar e explicar a nossa realidade. Está longe do marxismo impor à humanidade etapas de evolução necessárias. Os erros estratégicos cometidos pelos revolucionários brasileiros foram de duas ordens: 1º - erraram "teoricamente", leram mal os clássicos marxistas, compreenderam erradamente a dialética materialista e seguiram cegamente as teses soviéticas sobre o mundo inteiro sem distinguir as diversas situações particulares; 2º - erraram "historicamente", analisaram mal o Brasil, interpretaram erroneamente o seu passado, compreenderam equivocadamente as classes e as lutas de classes no passado brasileiro, o modo de produção do Brasil colonial. Em sua análise da história brasileira, quiseram ajustar a realidade brasileira aos textos clássicos e a outros contextos. Usaram conceitos para os quais é difícil encontrar correspondente real: "latifúndio, restos feudais, camponeses ricos, médios e pobres, burguesia nacional (...)" O modelo era o feudalismo europeu. Portanto, mal equipados teórica e historicamente, não puderam acertar na ação revolucionária. Será preciso rediscutir a teoria e rever a história do Brasil e então propor novas formas de intervenção na realidade brasileira. Nesta obra, ele pretenderá produzir esta rediscussão da teoria e da análise histórica do Brasil e fará, então, as suas propostas de intervenção revolucionária.
Para ele, os teóricos d'A Revolução Brasileira são "aprioristas" e dogmáticos - ele o afirma centenas de vezes. Em sua miopia teórica viram o Brasil ainda dominado pelo feudalismo. Eles teriam encontrado algumas relações de produção semelhantes às feudais e consideraram esses raros traços feudais encontrados como dominantes. A teoria marxista foi formulada no Brasil nos anos 20. O Brasil foi incluído entre os países coloniais, semicoloniais e dependentes, países submetidos política e economicamente ao imperialismo. Não sendo ainda capitalistas, estariam em transição do feudalismo ao capitalismo. A etapa revolucionária seria a da revolução democrático-burguesa, cujo modelo era a Rússia czarista. A revolução democrático-burguesa seria "agrária", contra o latifúndio feudal, e anti-imperialista. Entretanto, contesta Caio Prado, o Brasil não possui restos feudais, pois não houve jamais um sistema feudal aqui. Isto nos leva a um passado longínquo, cuja discussão nem por isso pode ser dispensada.
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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-01881999000100012&script=sci_arttext